31 de ago de 2009

A Decisão

A noite estava fria.

Ele não sabia mais o que fazer, não aguentava mais. Depois de tantas mentiras ele já não conseguia enxergar o que era real e o que era parte de um sonho (ou pesadelo).
Mais um dia se passou, e a agonia aumentara chegando a tal ponto de ele cometer uma loucura. E assim foi.
Então, ele acordou e viu que não precisaria mais sofrer enquanto vivia...
Ele fez a escolha dele, não importando qual seria a opinião das pessoas à sua volta.
Ele decidiu que seria feliz.


Nunca me convidaram, mesmo assim, de teimoso fui lá.
Não somente por ir, nem tampouco assistir, fui pra vencer. E venci.
Enfrentei o seu preconceito e seu desprezo sem jamais abaixar a cabeça.
Não virei as costas pra ninguém, independente de cor, credo ou classe. Todos sempre foram bem recebidos sem que para isso tivesse que esconder ou maquiar qualquer situação.
Por mim desfilaram uma infinidade de craques, verdadeiros craques, que me honraram e glorificaram meu nome, elevando-o aos mais altos patamares.
Colaborei com a seleção brasileira de maneira contundente, fazendo com que ela hoje seja penta campeã.
Não me envergonho das minhas raízes. Sou a essência do povo brasileiro, a mistura do português com o negro, com o índio.
Provei meu valor a custa de muito esforço e dedicação para ser reconhecido como merecia, um GRANDE!
No alto de uma colina, ergui minha fortaleza, meu castelo majestoso.
Na minha fortaleza, me tornei gigante, imbatível, indiscutível.
Glórias e conquistas são corriqueiras em minha centenária história.
Certa vez ganhei o apelido de “Expresso”, pois atropelava os adversários tal qual um trem, ,passando por cima de qualquer um.
Com minha história de vida, conquistei uma legião de seguidores, que levam e elevam meu nome aos quatro cantos.
Sou do povo, não da massa, popular, não populista.
Sou o branco e sou o preto, o Vermelho é meu coração, que faz pulsar as outras duas.
Nasci grande, grande sempre serei. Enquanto houver um coração infantil, serei imortal.

Prazer, Eu sou o VASCO DA GAMA!


(Texto de "Almirante")

17 de ago de 2009

Chiclete e tatuagem.

O que você faria para ganhar esse prêmio que é, no mínimo, incomum? Uma redação sobre punks; um estudo sobre como chicletes são gostosos, mesmo causando danos ao seu estômago; um desenho; ou partiria pra violência?

Pois é, parece que a última opção foi a escolhida por uma mãe revoltada em Florianópolis/SC
A professora estava sorteando esse "prêmio" entre os alunos, uma garota não gostou (pois não foi a ganhadora) chamou a mãe no colégio e esta, encheu a professora de tapas e até chutou a professora no chão.

Fonte: http://bit.ly/_porrada (g1.com.br)

Como que algo assim ainda aconteça numa escola? Por causa de um chiclete e uma tatuagem a professora foi espancada pela mãe, que teoricamente, era pra dar educação a filha e nunca protagonizar uma cena dessas na frente dos alunos.

O mundo está mudando, e não será para melhor, se continuarmos por esse caminho. Batendo em pessoas que estão ali para passar conhecimento aos jovens(o que hoje em dia não não tem o seu devido valor)...Ou essa "mãe" não tem vergonha na cara, ou ela tem purê de batatas ao invés de um cérebro. Qualquer pessoa que tenha um pouco de noção não faria o que ela fez. Ainda mais atualmente, onde tem gente sendo processada até por falar mal do seu ex-apartamento no Twitter.

Existem 2 "tipos" de educação: Aquela que recebemos dos professores, sobre fatos, regras gramaticais, teorias , fórmulas, enfim...conhecimento. E tem o "2º tipo" de educação que na minha opinião é essencial para que uma pessoa possa absorver todo o conhecimento passado pelo "1º tipo": É a educação que ganhamos em casa via conselhos, experiências de vida dos membros mais velhos da família...que pode ser resumido por respeito. Respeito para com o próximo e consigo mesmo, basicamente.

Partindo dessa premissa, podemos analisar a atitude LAMENTÁVEL que essa "mãe" teve. Ela não respeitou a filha que estava no local, nem os outros alunos que viram a cena, muito menos a professora...e é claro, ela nem se respeitou. Como ser humano e como mãe. A sua filha(mimada diga-se de passagem) provavelmente não escutará conselhos da mãe, como seguir esse conselho "não se meta em brigas desnecessárias", se nem a própria mãe o segue.
"Faça o que eu digo, não faça o que eu faço"? Isso não é válido para esse caso(na minha opinião, claro)

Uma coisa válida para esse caso seria: Um processo na mãe por agressão, danos morais e tudo mais pelo que ela puder ser indiciada e a filha levar uma suspensão por discutir com a professora, mostrando para as outras pessoas o que pode acontecer, caso queiram dar uma de "galo de briga" onde você pode ser no máximo um "pintinho sem bico e com ouvidos aguçados"

Tudo isso por causa de um chiclete e uma tatuagem.
Já diria Carlos Villagrán interpretando Quico: "Que coisa, não?"

12 de ago de 2009

Movimentando a "massa"

@darkgodbm:
"É o que é sempre dito...Tem poder aqueles que sabem movimentar a "massa". O problema é existir alguém com esse poder que faça alguma coisa BOA pras pessoas... que tenha criado algo bom"
@CaiOwned:
"E quando existe, na maioria das vezes só dão valor depois que morre".

Edir Macedo, José Sarney e muitos outros sabem muito bem como é que isso funciona.

Um durante anos vem controlando um império empresarial que lucra R$1.400.000.000/ano com doações de fiéis, e numa peladinha ensina seus subordinados a como obter mais dinheiro de seus seguidores. O outro, bem...tem uma cidade só pra ele e emprega quem quiser, só falar com "um chegado" e ele coloca pra dentro até o namorado da sua sobrinha.

Tem poder aqueles que sabem movimentar a "massa". Podemos usar também a palavra CONTROLAR. Um se utiliza da fé incondicional de pessoas honestas e de bem, que só querem ser felizes e contribuem com seu dinheiro suado pensando que serão recompensadas em vida ou que verão seu dinheiro sendo empregado em alguma obra social, para comprar jatinhos e um patrimônio bilionário. O outro tem meios mais escusos como a chantagem, afinal, onde ele está não há nenhum santo. Então, basta saber dos "podres" da maioria e ameaçar jogar tudo no ventilador, para que ele continue tomando conta do senado, como um xerife.

Engraçado como duas coisas completamente diferentes (religião e política) parecem ser a mesma coisa, nessa postagem. Claro que não é num todo, mas certa parte da religião e grande parte da política é assim.
Uma pergunta: Como é que esses dois rapazinhos ainda estão no poder de suas organizações?
Resposta(óbvia): O Povo.
Sim, o povo. Você ainda tem dúvidas? Vamos lá...vou expor meu ponto de vista:

O primeiro rapazinho, o da fé...Só há um Deus, independente de qualquer religião...mesmo que com nomes diferentes, acreditamos que há algo maior que a gente e que se estamos aqui, não é por um simples acaso. Se as pessoas parassem com a teimosia e parassem de seguir esse rapazinho, o império dele pararia de crescer. Você não precisa ir a uma igreja para ser salvo ou para que suas preces cheguem mais rápido ou com alguma preferência lá em cima, simplesmente faça coisas boas para os outros e reze em casa. Resumindo: Seja uma boa pessoa.
Agora, o segundo rapazinho, o xerife...esse é mais complicado pois ele não está lá porque criou o senado...Nós é que o colocamos lá. Digo nós o povo brasileiro, até porque eu não tinha idade para votar nas últimas eleições presidenciais, mas o Brasil, como um todo, pôs o xerifão lá.
"E o que podemos fazer agora?"
Bom, só podemos esperar. Se ele não sair por conta própria(ingenuidade de alguém pensar que ele ainda cogita essa opção), só no fim do mandato. Aí é que entra o povo brasileiro, a massa, que quando chega nas eleições recebe milhares de promessas de pessoas cujos atos já foram mais do que comentados e criticados na tv, rádio, jornais (algumas até do rapazinho da fé ali), e ficam com a cabeça saturada de "Se eu for eleito" e "Vote em mim" e acabam sendo controladas por tais monstros tamanho poder de persuasão.

Nos dois exemplos citados anteriormente...eles movem a massa e tiram proveito próprio.
Agora exemplos de pessoas que se movimentaram com a massa: Jesus, Ghandi e Herbert de Souza (Betinho) são alguns nomes que vieram na mente. Pessoas que tinham propósitos bons, que ajudaram o povo, que estiveram com o povo...enfim, pessoas de bem.

Se você tem algo a comentar/criticar use os comentários, mas...seja educado, não me faça apagar o seu post hein!

10 de ago de 2009

Ayreon - Newborn Race

Deve haver uma forma de enriquecer nossas vidas
Uma maneira de despertar uma nação que morre
Deve haver uma maneira de reviver o passado
Uma maneira de se libertar de um mundo que não irá durar

Me traga de volta onde nós vivemos outra vida
Volte para quando nós não tivemos planos
Me traga de volta onde nós lutávamos para sobreviver
Volte para onde tudo começou

Deve haver uma forma de reverter a história
Uma maneira de retomar a vida, voltar para o mar
Deve haver uma maneira de caminhar de volta (para) o que nós perdemos
Uma maneira de escapar disto, seja qual for o custo

Explore a imensidão do espaço
Descubra uma maravilhosa graça
Entre com uma nova marca
Semeie um mundo com uma nova raça nascida

Nós não tivemos escolha
A vida está passando por nós
Devemos nos alegrar
Eu diria que deveríamos tentar

A cada milhão de ciclos
Atirando nas estrelas e rasgando nosso céu
Poderíamos desviá-las
no mesmo dia em que passaram por nós

E que brilha nos dias, há um caminho
Para o nosso DNA para chegar a um mundo para continuar

Teremos o direito de criar vidas?
E não temos o direito de ter?
Será que podemos decidir quem vive e morre?
Você acha que eles iriam até mesmo tornar?

Nós iremos plantar o que colhemos
E iremos caminhar para o seu objetivo
Não podemos falhar, nós temos controle absoluto

Teremos o direito de brincar de deuses?
Eu me sinto forte que tenho que fazer uma postura
Você acha que deveríamos ter chances?
Eles teriam mesmo que ter uma chance?
Eu acho que eles não merecem
Não merecem...não!



Achei essa letra bem legal, e to postando aqui pra quem quiser ler, refletir sobre qualquer coisa que vier na cabeça.

2 de ago de 2009

The Educated Fool

Não sei como pude deixar tanta coisa
escapar pelos meus dedos;
talvez eu seja só mais um tolo
nesse mundo cheio de medos

Por um lado, me sinto bem
a ponto de gritar pra todo o mundo;
por outro lado, tão decepcionado
que o meu poço não tem fundo.

Não sei o que faço daqui em diante
pois não sei onde eu errei;
e quando me perguntam a respeito
"Pelo menos eu tentei".

Mas isso não é o fim
e nem estou fora do páreo
Não sabe quem eu sou?
"Muito prazer, meu nome é Otário".